sexta-feira, 22 de agosto de 2008

| Nada Era Dele |

Nada Era Dele

Disse um poeta um dia, fazendo referência ao mestre amado:
“O berço que Ele usou na estrebaria, por acaso era dEle?ERA EMPRESTADO!
E o manso jumentinho, em que, em Jerusalém, chegou montado e palmas recebeu pelo caminho? Por acaso era dEle?ERA EMPRESTADO!
E o pão, o suave pão, que foi, por seu amor, multiplicado, alimentando toda a multidão – por acaso era dEle?ERA EMPRESTADO!
E os peixes que comeu, junto ao lago e ficou alimentado, esse prato era Seu?ERA EMPRESTADO!
E o famoso barquinho? Aquele em que ficou sentado, mostrando à multidão qual o caminho, por acaso era dEle?ERA EMPRESTADO!
E o quarto em que ceou ao lado dos discípulos, ao lado de Judas que o traiu, de Pedro que o negou, por acaso era dEle?ERA EMPRESTADO!
E o berço tumular, que depois do calvário foi usado e de onde havia de ressuscitar, o túmulo era dEle?ERA EMPRESTADO!
Enfim, NADA ERA DELE!Mas a coroa que Ele usou na Cruz, E a Cruz que carregou e onde morreu, Essas eram, de fato de JESUS!
Isso disse um poeta, certo dia, numa hora de busca da verdade;Mas não aceito essa filosofia que contraria a própria realidade...O berço, o jumentinho e o suave pão,Eram dEle a partir da criação,Ele os criou – assim diz a escritura ...
Mas a Cruz que ele usou, a rude Cruz, A Cruz negra e mesquinha, onde meus crimes todos expiou,Essa não era Sua – ESSA CRUZ ERA MINHA! Autor: Gióia Junior

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